Não se podia esperar outra coisa desse tão podrinho mundo nosso do que não deixar nem mesmo nossos bebezinhos livres da cobrança da beleza. Assim que Manú nasceu, era impressionante perceber a ansiedade de algumas pessoas para medi-la, nesse aspecto, dos pés à cabeça. É assim com todo mundo por aí; inocente achar que fosse ser diferente com os pequenuchos. Tudo bem, releva-se. Faz parte do lado sombra da vida e da gente mesmo. Mas eu não deixo de ficar pensando... Que história diferente escreveríamos se toda essa neurose pela beleza física fosse dirigida pra outra coisa: imagine, ao invés dessa "endeusação" do ser belo e perfeito, o imperfeito interessante. Aliás, seria também mais inteligente, pois se tem algo que faz a diferença na vida de alguém certamente não é a beleza, mas sim o tanto que se é, digamos, interessante - o que pode até vir acompanhado da beleza, mas com certeza a prescinde. Pense em academias e academias na cidade com o objetivo de... te deixar mais interessante! Ser interessante, ou seja, um bom sujeito, leve, espirituoso, gentil, correto, com um jeito gostoso de gargalhar, falar, de andar, de dançar, quem sabe, um papo bom, bom-humor, um cacoete engraçado, umas neuras de estimação, uma bandeira qualquer, um poço mais fundo no olhar, um talento, um ouvido esperto... (Enfim, aquele cara que se quer sempre estar na mesma mesa de bar que a dele). Tão pouco a gente pode fazer pelo nosso, e pelos dos nossos filhos, invólucro (pelo menos sem correr o risco de um artificialismo ridículo)! Tanto a gente pode fazer pela nossa, e deles, capacidade de se tornar mais interessante! Que maravilha seria viver numa cultura onde essa aqui de fora recebesse mais trégua, desprezo até; onde houvesse sabedoria, tempo, olhos mais atentos pra caçar os gigantes de dentro...
Manú até que é bem lindinha. De uns ângulos mais, outros menos. Uns dias mais, outros menos. As pessoas às vezes me falam isso e eu fico, sim, envaidecida. Mas o que me explode de alegria mesmo é quando vejo nela, desde já, uma garotinha interessante. Curiosa, simpática, sorridente, ávida pelas coisas, topa-tudo, pouco exigente. Se conseguir seguir por aí, não tenho dúvida do destino feliz da minha filhota. Mais: de sua colaboração pra que esse mundo seja um tantinho mais... interessante!
sábado, 15 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Simples assim
Às vezes tenho a impressão de que o mais complicado em bebês para nós é, paradoxalmente, essa extrema simplicidade deles. Não dá; nossos confusos sofisticados cérebros, alardeados para tão mais, parecem dar pau, não captar o espírito espartano da coisa.
Vejam só que seres mais lindos de simples e sábios. Gostam de quem gosta deles (absolutamente qualquer pessoa: sem requisitos de idade, sexo, cor, beleza, simpatia, idéias, jeito ou desajeito). Costumam não gostar de quem não gosta deles. Requerem, do dia, meia dúzia só de providências (tudo bem que repetidas n vezes): serem agasalhados, terem a barriguinha cheia, estarem limpinhos, terem um cantinho calmo pra dormir, receberem carinho e um pouquinho de diversão. Para o dia ser bom, nada demais precisa acontecer; ninguém precisa chegar, telefonar, convidar - basta o dia rolar sem sobressaltos. Se chover, ótimo; se fizer sol melhor ainda. Brincadeira? Qualquer pedaço de coisa que dobre ou faça barulho tá valendo. Bebês não disfarçam: tudo o que incomoda é anunciado na hora com choro - nunca estão nem aí pro que vão pensar deles. Contam com o amor e aceitação como certos; não patinam em qualquer dever de conquista. Não guardam mágoa nem remoem nada: assim que você desfizer o que estava incomodando, passam das lágrimas ao riso em segundos. Estão totalmente no presente, não se lembram do que passou, ignoram totalmente o minuto seguinte da vida. Você pode repetir a mesma gracinha um zilhão de vezes, eles sempre vão rir etc. etc. etc. (se a gente parar pra pensar, exemplos de simplicidade e sabedoria não faltam mesmo na vidinha dessa micro gente de uma perfeita linha só).
E a gente fica aqui ruminando se aquele olharzinho caído não é tédio; se aquela mãozinha afastando um beijo seu não é rejeição à mãe; se os estímulos - visuais, auditivos, táteis etc. - estão suficientes no dia; se a pintura da parede da casa não está enjoativa; se você não está enjoativa; se a vida do bebê não está enjoativa; pensamos em quando teremos dinheiro pra aquele brinquedão que promete ser a coisa mais legal do mundo; se estamos conversando com ele o tanto que precisa; se estamos sorrindo pra ele o tanto que precisa etc. etc. etc. (exemplos de complicação também é o que não falta na cabeça dessa gente grande embolada em tantos rabiscos desencontrados).
Eu queria muito saber: que hora, que bendita hora é essa, em que a gente se complica tanto e faz a vida ficar tão assim exigente e difícil?! Como diz uma amiga minha, a criança ao virar adulto não só evolui; em vários aspectos também involui. Definitivamente.
ps: uma coisa não é simples de entender na Manú: como pode essa criaturazinha já ter entendido que é pra rir quando uma câmara é apontada pra ela?? Impressionante, mas não se tira mais foto dela séria; esteja acontecendo o que for, ela vê a máquina e ri na hora, como aconteceu na foto acima esses dias...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Olha que coisa mais linda a caminho do mar...
Acabamos de chegar da nossa primeiríssima viagem! Fomos a Salvador ao casamento da incrível tia de Manú, Renata Mesquita, agora assinando também Quadros. Que o casamento chocou de tão lindo e de tão verdadeiro, eu poderia falar. Que a energia indescritível da Bahia continua todinha lá, também poderia falar. Que eu descobri haver coisa pior ainda do que o meu pânico de avião - eu com pânico do avião tendo um bebê berrando no colo -, também é uma das historinhas dessa viagem que dava pra contar.
Mas, no meu arquivo emocional desses últimos dias, o que não me sai da cabeça mesmo é o encontro da Manú com o mar. Aquela coisinha minúscula branquela tocando seus mais minúsculos ainda pezinhos no colossal banhado do mar. Ele, que de vida sabe tanto, lambendo pela primeira vez as pegadas cambaleantes do que eu comecei entender de vida: minha pequenininha. Ela desconfiou, se assustou; ensaiou chorar. Ele fez que não era nada. Veio e voltou, espumando em branco de seu modo costumeiro. Ela foi se soltando, entregando aos poucos àquela banheira gigante suas pernocas, seus bracinhos, o corpinho inteiro. Desde os braços do pai, deixou-se ali por uns momentos. Não chegou a fazer farra, nem mesmo sorrir. Compenetrada, ficou só nessa primeira paquerinha com o mar - mar que, desconfio, lá em suas geleiras, se derreteu um pouquinho mais diante de tanta gostosura...
Segue abaixo o videozinho que a gente fez desse momento.
Mas, no meu arquivo emocional desses últimos dias, o que não me sai da cabeça mesmo é o encontro da Manú com o mar. Aquela coisinha minúscula branquela tocando seus mais minúsculos ainda pezinhos no colossal banhado do mar. Ele, que de vida sabe tanto, lambendo pela primeira vez as pegadas cambaleantes do que eu comecei entender de vida: minha pequenininha. Ela desconfiou, se assustou; ensaiou chorar. Ele fez que não era nada. Veio e voltou, espumando em branco de seu modo costumeiro. Ela foi se soltando, entregando aos poucos àquela banheira gigante suas pernocas, seus bracinhos, o corpinho inteiro. Desde os braços do pai, deixou-se ali por uns momentos. Não chegou a fazer farra, nem mesmo sorrir. Compenetrada, ficou só nessa primeira paquerinha com o mar - mar que, desconfio, lá em suas geleiras, se derreteu um pouquinho mais diante de tanta gostosura...
Segue abaixo o videozinho que a gente fez desse momento.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Há algum tempo surgiu essa conversa entre amigas:
Que filho precisa do amor de seus pais pra que fique tudo bem, ninguém discorda. Mas que precisa também ser um tanto esquecido por esses mesmos pais, poucos atinam (ou admitem).
A negligência, claro, escandaliza mais. Não podia ser diferente; suas conseqüências são indiscutivelmente terríveis e odiosas. Além de mais óbvias. Mas o exagero na atenção também causa seus males - talvez não menos terríveis.
O amor - ou a paixão, melhor dizendo - parece sempre caminhar na borda desse precipício: o perigo da febre desmesurada pela outra pessoa. Febre que não perdoa e vem sempre mofar o relacionamento: é inevitável faltar ar. Acontece toda hora no amor-romântico. Mas, repare bem, acontece também muito entre pais e filhos.
Tenho visto ser muito fácil, mas muito fácil mesmo, passar da dificuldade em lidar com a novidade de se ter um filho para a total obcessão por ele. Quer dizer, nem sei se a relação é a de sucessão mesmo entre uma coisa e outra; escrevendo agora, me pareceu mais capaz de ser uma coisa conseqüência da outra... Sei lá, o fato é que é daqui pra ali que a gente se enfia nesse enredo fadado à dor - nossa, do filho, da família.
O negócio é que amar alguém (ou pelo menos conduzir esse amor para a construção de uma coisa legal) implica em muito mais que não só "consumir" o outro ou se "consumir" para o outro. Exige que solidões, espaços, vãos sejam abertos, cedidos, dados de presente. Mesmo que dê cócegas, saudade, vazio, carência, ciúme. É a antiga lição: quem ama deixa livre! Não é fácil. Pede consciência, treino, recomeços, perdões. Parece que nossa tendência natural é só ter dois botões mesmo: liga 100% ou desliga 100% em relação a essas que são as pessoas essenciais da nossa vida (desliga?!). Continuar 100% mas, freqüentemente, descansar (e deixar descansar) no modo "poupando energia" é uma sabedoria a ser aprendida.
Em certas circunstâncias, isso é relativamente tranqüilo pra mim. Mas, em outros vários momentos, preciso fazer uma força danada pra "abandonar" Manú e deixá-la se ver um pouco sozinha com sua própria vidinha. Tenho convicção ser esse o caminho sadio. Não posso estar o tempo todo com ela, ter toda a minha atenção, meu prazer concentrado nela. É ruim pra mim; é péssimo pra ela.
"Preciso mostrar pra Manú que a vida é boa", foi uma frase que soltei outro dia e uma amiga minha tem sublinhado pra mim de vez em quando. Acho mesmo que essa seja uma das minhas maiores obrigações com minha filha. E pra isso eu preciso estar ligada no mundo, nos prazeres que ele traz, na vida afora a nossa. Preciso "esquecê-la".
ps: segue fotinha da dona do pedaço, que, a essa altura, já dá gargalhadas!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Ruiva?!
Manú anda com um quê de ruiva. Nunca na vida poderia imaginar ter uma filha ruiva (tudo indica que o castanho prevalecerá, mas que por enquanto tem um arzinho de ruiva, tem, olhe só a foto aí).
Pensando nessa pequena excentricidade da mocinha, lembrei de uma coisa que passava muito pela minha cabeça na época da gravidez e agora, com a Manú aí, anda meio esquecida.
Nas cem milhões de vezes em que eu ficava imaginando quem era essa pessoinha que estava crescendo dentro de mim, me vinha o quanto eu não tinha o menor controle sobre isso. Com exceção de alguns extremos (um negão ou uma japa certamente dariam causa a um divórcio aqui em casa!), qualquer, absolutamente qualquer, "tipo" de pessoa poderia estar ali germinando em mim. Não só fisicamente, mas, principalmente e muito mais importante, em termos de personalidade, jeito de ser, gostos, talentos, fraquezas, problemas, até caráter. Claro que a criação da gente faria muitíssimo por ela; mas com certeza grande parte das suas tendências viria mesmo é de fábrica.
Tentava, então, concatenar este fato com outro, muito certo de acontecer também: o de que eu seria louca de amor por essa criatura "x", fosse quem fosse. Até se for chata, ranzinza, puxa-saco? Arrogante, fútil? Preconceituosa, vazia? E se detestar viajar, fazer amigos, ser mentirosa, egoísta? Não, não é possível que esse amor vá ser tão incondicional assim quanto dizem... Sim, é possível, não havia dúvida: minha filha - qualquer filha - seria um dos grandes amores da minha vida.
E aí me vinha isso de que um dos maiores "serviços" que essa criança já estava me fazendo era o de me abrir pra um amor e uma tolerância muito maior para com o gênero humano em geral; me ajudar a fazer de vez uma ligação direta entre humano = digno de amor, e ponto, sem mais as premissas dos qualitativos e medições.
Imagine só, essa menina antipática e estressadinha aí da porta ao lado, minha filha bem pode vir a ser igualzinha a ela. A que trabalha comigo e eu não vou com a cara de jeito nenhum. A chefe que eu não suportava. A idiota que me fechou no trânsito. A amiga que me alfineta me tachando sempre de louca de um jeito malicioso. A irresponsável. A ríspida. A ministra que rouba dinheiro público no cartão corporativo. Ainda que me ocorra "a Manú não vai ser assim, a gente vai tentar ensinar isso a ela, dar o exemplo daquilo", no fundo sei que mesmo as "melhores" educações podem dar muita zebra e que então qualquer dessas pessoas poderia muito bem sair da minha barriga.
E sendo minha filha, certamente eu iria amar e tolerar de toda maneira. Aliás, tirando os casos mais raros de séria negligência, mesmos as pessoas mais "erradas" do mundo têm/tiveram essa personagem central na vida, a mãe (ou quem quer que lhe tenha dado esse amor primeiro que nos estrutura); todas foram enxergadas, são enxergadas, por alguém(ns) para além de suas imperfeições e barbeiragens. Esse olhar diferente sobre elas existe em algum lugar. E saber disso faz com que automaticamente a gente as espreite um pouquinho desde esse ângulo mágico de suas mães, o ângulo de um amor maior.
Pode-se pensar que a mãe está tão egoicamente atada ao filho, que, pra não se desintegrar, cega-se à sua natureza, varrendo todo o lixo que vê bem pra baixo do tapete. Pode ser. Chuto, no entanto, uma hipótese mais "polianesca": quem sabe às mães (e pais - leia-se sempre), ao ser dada a hercúlea tarefa de tocar vidinhas pra frente, também não é dada, como instrumento para tanto, uma compreensão da natureza humana mais integral, rica e profunda do que a que rola aí na lógica rotulante e classificatória desse nosso mundinho. Uma compreensão que escancara as asas destes homens e mulheres pra que, debaixo, venha a caber qualquer pessoa: pretinhos, moreninhos, amarelinhos, branquelinhos... e ruivinhas! (=
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Sua filha também é filha do seu marido, neta da sua mãe, sobrinha da sua irmã, do seu cunhado, vizinha do seu vizinho, afilhada dos padrinhos dela, prima dos seus sobrinhos, "sobrinha" dos seus amigos, trabalho da sua babá, cliente do seu padeiro - e até neta da sua sogra ela também é! (=
Que me perdoem a obviedade (e a alfinetada na sogra...), mas sinto que o real significado desta simples constatação aí em cima pode demorar séculos pra se evidenciar pra gente. E, até lá, muita neura pode pintar.
Conversando outro dia com uma amiga, ela disse um negócio muito bonito que eu até já tinha tido a sensação e ouvido do pai, mas ainda não tinha conseguido eu mesma botar em palavras. Algo mais ou menos assim, que se ela acreditava mesmo que sua filha era, mais que sua filha, filha da vida (e ela acreditava), a decorrência lógica é que todo o mundo, em maior ou menor grau, compartilhava com ela um pouco da responsibilidade pela filha e, mais, do direito de tê-la ocupando o espaço dela em sua vida. E a gente, mãe, tem que permitir isso; não só permitir mas, enquanto se tratar de uma menininha sem muita vontade própria, incentivar, promover mesmo.
Pode parecer exagero imaginar quem assim não haja, mas não é. É muito comum a gente tomar o filho pra si e passar a tratá-lo como um seqüestrado, mediando o contato dele com o mundo inteiro com um cuidado pra lá de excessivo.
Muitas razões pra isso: falta de confiança nos outros, vontade (e pretensão) de protegê-lo de tudo, ciúmes, possessividade etc.
Comigo aconteceu um pouco disso. E o meu problema - vai entender - era pena. Bastante esquisito. Eu me pegava morrendo de pena de todos que dividiam comigo a lida com a Manú. Começava, claro, pelo pai. Eu deixava os dois sozinhos e já começava a pensar: "coitado, ela vai chorar! E ele não vai saber o que fazer! E vai ficar angustiado, cansado, deprimido até! Ai-meu-deus, deixa eu ir logo com esse banho!". De madrugada, quando ele não acordava espontaneamente, eu nem cogitava acordá-lo - "coitadinho, deixa dormir, já basta eu exausta!". (Um parêntesis aqui. Essa coisa de afastar o pai da história é bastante comentada. Mas sempre se diz que o motivo é achar que ele não vai fazer as coisas tão bem quanto você. No meu caso, juro, ao menos conscientemente, não era nada disso. Aliás, minha auto-estima como mãe demorou tanto pra se erguer que eu sinceramente achava que quase qualquer outra pessoa ia saber cuidar dela melhor do que eu. Eu tinha era essa coisa de ter pena.)
E não era só dele. Da minha mãe. Só deixava a Manú com ela se estivesse dormindo e eu tivesse razoável certeza que ia continuar assim enquanto eu não voltasse. Da babá. Paga pra isso, acostumada com a coisa e distanciada emocionalmente. Mesmo assim, vivia saltando uns "coitada!" na minha cabeça quando deixava ela correr na minha frente pra acudir um choro.
Não é tão difícil de entender o processo: eu devia era estar morrendo de pena de mim mesma e essa pena transbordava sendo projetada nos outros. Ok. Fácil de ver; difícil é mudar.
Um dia o pai me falou: você tem que pensar que as pessoas também têm o direito e a "obrigação" de experimentar a Manú e ter com ela as suas próprias ondas. É nossa filha, mas é também a netinha da sua mãe, do meu pai, do seu pai, sobrinha da sua irmã etc. Se ela está com eles e chora, não dorme, fica doente, dá trabalho, eles têm que tirar deles próprios um jeito, só deles, de consolá-la, de brincar com ela, de cuidar dela. Mesmo que seja com a melhor das intenções, você não tem o direito de negar isso a eles e, especialmente, a ela. É a construção da relação deles, que nada tem a ver com a gente, que está em jogo.
Verdade. É engraçado perceber que essas pessoas realmente têm seu próprio interagir com ela e às vezes pensam e fazem coisas maravilhosas que dão super certo e que, mesmo eu, que fico matutando sobre ela e seu comportamento o tempo todo, não tinha ainda atinado. E, quando nada, eles trazem pra ela o frescor de quem não está com ela o tempo todo, o que a embanha em energia boa. Ótimo pros dois.
O fato é que a vidinha de nossos bebês já são tão facetadas quanto podem ser as nossas. Eles já têm seus próprios papéizinhos no script da vida de uma porção de gente. E temos a responsabilidade (mais uma) de propiciar clima pra que isso se desenvolva! A experiência humana sadia é sempre múltipla, vária. A vida que se resume muito (numa pessoa, num ambiente, num papel só) empobrece perigosamente.
ps: Na foto Manú e parte de sua tchurma.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Não é mais ir ao cinema. Nem a mais animada das festas. Um show, nemmmm. O imbatível comer bem. Caminhar por aí. Não... Tem perdido até pras melhores rodas de cerveja ou os blasés momentos de um vinhozinho. Nada disso. Tenho que admitir que meu programa predileto agora é encontrar as mamães amigas e passar a tarde inteira falando, falando, falando, tagarelando, papagaiando, escarafunchando cada cantinho dessa tal maternidade! Eu sei, eu sei, soa meio mal, pequeno, bastante paranóico e totalmente bitolante. Mas pra ser sincera... Então lá vai foto de uma dessas deliciosaaaaaaaaaas tardes em que conheci Helena, uma semaninha só mais velha que Manú, filha da Raquel, amiga lá dos cafundós do Maristão. Gostoso demais!
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